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Domingo, 11 de Março de 2012
Ba & Sapo Campus Escolas

Tenho andado a estudar os processos de inovação que em muito têm associados a gestão do conhecimento. Isto interessa-me particularmente uma vez que gosto de pensar que algures dentro do Sapo Campus Escolas vai emergir conhecimento, construído de e na rede de relações que se vão criar. Pode este ser um dos impactos mais interessantes da adoção do Sapo Campus Escolas...

Neste processo estou a ler com muita atenção o que tem vindo a ser feito na área do conhecimento que mais investigação tem feito nesta área. Desengane-se quem pensa que é a educação... Confesso que achei algo estranho: o negócio da educação é, em larga medida o conhecimento…
Há inúmeros estudos, teses e teorias de como se conhece mas, estranhamente, muito poucos em como esse conhecimento pode ser gerido (numa perspetiva coletiva) de forma a aumentar o capital de conhecimento já existente.

É da indústria que vêm os primeiros (e talvez os mais ricos exemplos).


E do Oriente, do Japão, pela mão de Nonaka e Takehuchi. 

Parece estranho, mas um segundo olhar mostra que talvez não seja nada estranho. Em primeiro lugar, há a questão cultural, onde o corporativismo é quase biológico - paradigma profundamente diferente do ocidente. O sentimento de verdadeira pertença, alicerçado às vezes ao longo de gerações, cria um grau de compromisso profundo. Por outro lado, a noção de conhecimento é colocada numa perspetiva diferente da ocidental e profundamente baseada na filosofia e na psicologia.


O conhecimento é, segundo Nonaka e Takehuchi, profundamente pessoal e definem-no como “justified true belief”.


O conhecimento é altamente subjetivo e datado na medida em que é pessoal e sempre num contexto enquadrando o conjunto de valores e crenças.
A primeira vez que li esta definição, confundiu-me a aproximação entre “conhecimento” e “crença” e remeti para a filosofia algo Zen dos orientais… Mas depois de lidas umas dezenas largas de páginas sobre esta linha de pensamento, cada vez mais tudo começava a fazer sentido…
E então apareceu o “Ba”, o espaço onde o conhecimento é partilhado e onde emerge novo conhecimento.
Não se trata de um espaço com tempo marcado, nem de um lugar específico, mas antes de tudo isso.

Quando pessoas se juntam com o objetivo de partilharem ideias sobre determinado assunto, fazendo emergir conhecimento novo, estão estiveram no Ba.

O Sapo Campus Escolas, é um espaço onde nada mais se pretende que a interação entre as pessoas num compromisso entre o formal e informal…

Poderá o Sapo Campus Escolas ser o Ba que as escolas tão desesperadamente precisam?

 


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publicado por fpais às 21:46
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Terça-feira, 6 de Março de 2012
Inovação & Sapo campus escolas

 



We have high hopes to our schools.

É assim que começa um dos livros mais inspiradores que tenho lido nos últimos tempos: Christensen, C. M., Horn, M. B., & Johnson, C. W. (2010). Disrupting class: How disruptive innovation will change the way the world learns: McGraw-Hill Professional.

Estes investigadores não vieram da educação mas sim do setor empresarial: estão habituados a terrenos mais firmes mas também mais duros, onde muitas vezes o sucesso é tao somente sinónimo de sobrevivência. Pretendem mostrar que as escolas, nomeadamente as americanas estão ultrapassadas e que uma mudança no paradigma se impõe.

As escolas não têm opção: esta mudança é exigida pela sociedade, pelos mercados, e mesmo dentro dos muros da escola: pelos alunos.

E identificam, com uma clarividência brutalmente crua o que falha nessas escolas. A maior parte das conclusões poderiam ser decalcadas como se o estudo fosse feito em Portugal nas nossas escolas...

Parece que os problemas são semelhantes como semelhante é a capacidade que a escola tem para acomodar processos de mudança e inovação na estrutura que tem. Os mesmo autores dizem que, a continuar assim, a inovação vai ser também diluída e portanto sem qualquer impacto que não o de uma boa memória de um projeto que resultou num espaço e num tempo.


Apontam o caminho para a mudança e inovação tendo como catalisador a tecnologia, num processo disruptivo centrado no aluno. A personalização do ensino, indo ao encontro das inteligências dos alunos, num pressuposto gardneriano, é uma parte substancial da solução.

(imagem da equipa do sapo campus escolas)

Começa a fazer cada vez mais sentido a ligação sapo campus escolas / impacto / inovação…

@em_exploração...

 


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publicado por fpais às 15:31

Sexta-feira, 2 de Março de 2012
Teste piloto (LOL grande!!)

 

Uma das tarefas que têm mesmo que ser feitas e não adianta dar a volta é a validação dos inquéritos que está associada à maior parte dos projetos de investigação em educação. A minha investigação não foge à regra. Se a construção de inquérito por questionários não é fácil e os avanços e retrocessos consomem muito tempo, pensar numa aplicação piloto para fazer a validação ainda é menos, principalmente envolvendo alunos. Pois, é esse mesmo o meu caso: o inquérito envolve alunos do 1º ao 12º anos!
Além das duas versões que foram feitas (tendo em conta os escalões etários dos alunos), o estudo piloto (como ditam os entendidos) tem que ser feito numa amostra semelhante à que constitui o estudo. E aqui (pensei eu) vão começar os problemas… Autorizações, envolvimento de uma direção de uma escola “externa” ao estudo, professores colaborantes (ou não) e dias… dias gastos (mas eventualmente não perdidos) para verificar se as questões são mesmo percetíveis. Claro que para ter esta perceção teria que acompanhar presencialmente o preenchimento dos inquéritos…


Pensei que este processo além de “pouco ” interessante, ira consumir tempo sem retorno. De facto não aconteceu nada disso! A direção da escola que contactei foi absolutamente exemplar (e deixo o meu agradecimento muito especial ao Alexandre) e conseguiu fazer um calendário de aplicação invejável, permitindo-me rentabilizar o tempo.


E hoje foi o dia deste teste piloto.

Foi extraordinariamente interessante e ainda mais útil no acerto de alguns detalhes.

Não resisto, porém a deixar algumas situações muito curiosas que aconteceram, organizadas pelo ano de escolaridade dos alunos a quem este estudo piloto foi aplicado. As perguntas/observações que reproduzo na primeira pessoa, evidenciam algumas fragilidades que de tão claras, eram até aí invisíveis. Outras mostram que, sem ser demasiado “lamechas”, o melhor do mundo são mesmo as crianças!


Terceiro ano


Conheço mas não uso! Onde coloco a Cruz?

Produzir? O que é isso?

O tempo que passo no computador é muito pouco. Estou de castigo e só vou uma vez por semana. Como é que que eu ponho em horas por dia?

Trabalhar com ferramentas de produtividade? O que é isto?

A única rede social que uso é o email

Eu escrevo textos numa coisa... Não sei o nome mas parece que é o Windows.

Eu vou todos os dias para o computador. Tenho o melhor computador do mundo - os meus pais ficaram com o Magalhães. (…) Eu tenho o melhor computador do mundo e foi Pai Natal que mó deu mas eu nem pedi... Foi a minha avó que escreveu ao Pai Natal para me dar.

Oitavo ano
O que é “Relevante” ?
Sapo campus escolas é igual ao Sapo?
Não uso mas acho importante!!

Quinto ano
O que é um Telemóvel com acesso à internet?
Não te enganaste a escrever uma palavra? “Posts” não existe em português, sabias?

Décimo ano
Não conheço isto (wiki). Não sei o que é…
[Antes estavam a falar de consultas à wikipédia]


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publicado por fpais às 20:58

Faz hoje uma semana…


Há precisamente uma semana atrás decorreram as apresentações do “estado da arte” do trabalho dos doutorandos do 2º ano de Multimédia em Educação para os alunos do 1º ano.

Além da partilha de experiências, este momento também constituiu uma das opções de um momento de avaliação do 2º ano.

Apesar de, a par com a Sandra Vasconcelos, ter optado por fazer um seminário doutoral na Universidade de Arizona, não quis perder a oportunidade de saber qual o trabalho que os meus colegas estavam a desenvolver e por outro lado obrigar-me a sistematizar o meu trabalho.


Esperava aprender muito neste momento de partilha, mas a realidade superou as minhas expectativas.

Apesar de uma sessão que se prolongou por várias horas, foi um privilégio imenso ver como os trabalhos são interessantes e inovadores.

E o muito que já foi desenvolvido num espaço de tempo tão curto!

Os temas de investigação são muito diferentes e aplicados a vários contextos, tendo como fator comum uma paixão partilhada por todos: a educação.


Porém, não só destas partilhas que “vive o homem”...

Juntei-me às minhas “companheiras de luta”, a Sandra Vasconcelos e a Susana Capitão, que muitas vezes me têm dado força em momentos que a solidão do segundo ano proporciona com alguma frequência, num jantar à italiana, onde depois de uma garrafa de vinho e com uma sobremesas maravilhosas, fomos falando de tudo e de nada… de carnavais, dos nossos projetos, das dificuldades mas sobretudo de como são importantes estes encontros…

                                          

 

Fica a vontade de mais partilhas, de mais encontros…

Obrigada a todos os colegas e professores pelo espaço de partilha!

Atualizado a 6'03'2012

Pois, falta mesmo é o link para a apresentação, como o prof Carlos Santos refere no comentário.

Fica agora: http://prezi.com/m1db_2flcyfk/apresentacao-do-phd/

 

 


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publicado por fpais às 17:14
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