Findo o processo de transcrições segue-se a fase de revisão do texto.
Fui sempre fiel ao discurso e o que funciona a nível da oralidade é muito diferente no texto escrito. Acho que não tinha a real noção das diferenças entre o discurso oral e escrito. A oralidade é cheia de expressão e tem uma riqueza de subtilezas e detalhes que muitas vezes são escondidos pela racionalização que pressupõe um processo de escrita. Por isso a revisão tem mesmo que ser muito cuidadosa e feita com grande rigor.
De olhos postos no tratamento, já comecei a fazer uma revisão da literatura sobre a metodologia de tratamento de entrevistas no tempo permitido pelas 9 aulas que dei hoje. E começaram os problemas... Como tenho a noção exata do pensamento dos meus 5 entrevistados já detetei diferenças enorme do discurso que correspondem a diferentes tipos de liderança. Como sistematizar todo o conjunto de informação que muitas vezes está mais implícito do que explícito? Como conciliar estes aspetos com a objetivação necessária numa investigação? (...) São muitas as questões...
Não sei até que ponto a divisão em categorias de análise (eventualmente o que vai ser feito) vai resultar no sentido de preservar alguma da informação que considero relevante...
O caminho faz-se caminhando...