Há precisamente uma semana atrás decorreram as apresentações do “estado da arte” do trabalho dos doutorandos do 2º ano de Multimédia em Educação para os alunos do 1º ano.
Além da partilha de experiências, este momento também constituiu uma das opções de um momento de avaliação do 2º ano.
Apesar de, a par com a Sandra Vasconcelos, ter optado por fazer um seminário doutoral na Universidade de Arizona, não quis perder a oportunidade de saber qual o trabalho que os meus colegas estavam a desenvolver e por outro lado obrigar-me a sistematizar o meu trabalho.
Esperava aprender muito neste momento de partilha, mas a realidade superou as minhas expectativas.
Apesar de uma sessão que se prolongou por várias horas, foi um privilégio imenso ver como os trabalhos são interessantes e inovadores.
E o muito que já foi desenvolvido num espaço de tempo tão curto!
Os temas de investigação são muito diferentes e aplicados a vários contextos, tendo como fator comum uma paixão partilhada por todos: a educação.
Porém, não só destas partilhas que “vive o homem”...
Juntei-me às minhas “companheiras de luta”, a Sandra Vasconcelos e a Susana Capitão, que muitas vezes me têm dado força em momentos que a solidão do segundo ano proporciona com alguma frequência, num jantar à italiana, onde depois de uma garrafa de vinho e com uma sobremesas maravilhosas, fomos falando de tudo e de nada… de carnavais, dos nossos projetos, das dificuldades mas sobretudo de como são importantes estes encontros…
Fica a vontade de mais partilhas, de mais encontros…
Obrigada a todos os colegas e professores pelo espaço de partilha!
Atualizado a 6'03'2012
Pois, falta mesmo é o link para a apresentação, como o prof Carlos Santos refere no comentário.
Fica agora: http://prezi.com/m1db_2flcyfk/apresentac
Hoje foi o dia D! D de defesa do projecto de PhD…
Depois de tanto tempo a trabalhar no projecto “Sapo Campus Escolas: aprendizagem, ensino e pessoas em rede” e já com algum distanciamento (de quase 1 mês) não foi fácil preparar a apresentação. Vejo estas apresentações como um momento de crescimento do projecto permitido por um olhar externo de um perito. E que perito!... O Doutor Paulo Dias é uma referência para todos os que andam por estas lides. Claro que também é um verdadeiro cavalheiro, acrescentando a gentileza, no trato e no discurso, a um conhecimento muito para lá… Acrescentar componentes como a inovação, comunidades versus redes, perspectivar o futuro, foram entre outros, aspectos que irão merecer uma reflexão da minha parte.
O projecto que apresentei não é verdadeiramente meu: é também pertença dos que mais de perto o acompanharam. Os meus orientadores (e às vezes desorientadores :) ), Luís Pedro e Carlos Santos, levam a criatividade a um expoente maior e nas discussões de ideias senti-me num epicentro de um furacão! A disponibilidade 24/24, a assertividade dos comentários, o rigor que, apesar de não o imporem sempre surgiu de forma natural e claro, o bom humor! Sempre foi, é, e estou certa que continuará a ser um enorme privilégio trabalhar com esta dupla poderosa.
Se o trabalho de investigação se pode tornar algo solitário, eu tenho a sorte de ter vários colegas com os quais sei que posso contar. As “minha meninas”, Susana Capitão e Sandra Vasconcelos, companheiras na parte curricular tornaram-se amigas para a vida.
E desta vez, decidiram mimar-me com presentes cheios de “private jokes”, que não resisto em partilhar. Em primeiro lugar, uma prenda que veio do frio: um telegrama de chocolate, devidamente acondicionado em gelo, a dizer “Parabéns”.
Bem sei que estamos na era digital, na sociedade da informação, no mundo das comunicações... Mas muito recentemente foi por telegrama (sim, é mesmo isso!) que recebi uma notificação vinda da Administração Pública.
Uma correcção: não foi um, mas sim DOIS telegramas com o mesmo teor (e estamos em tempos de poupança...)
E não é que elas decidiram brincar com isto?!!!
Mas as surpresas não se ficaram por aqui… Desde que me lembro tenho uma pequena dislexia que em certas situações se pode tornar embaraçosa, principalmente com nomes que de alguma forma sejam semelhantes. Ora, Sandra e Susana, não sendo muito semelhantes, troco-os desde o primeiro dia que trabalhamos. O mais simples foi, certa vez, começar a chamar SS, até porque, quem sempre me pôs na linha foram elas (e não o contrário, como às vezes poderia parecer). E pronto: eis a explicação da t-shirt que está na foto!
Muito, muito obrigado por tudo!
Gostei muito também das presenças serenas do Ricardo, da Marta e da Mónica.
A também “minha” Balula, companheira de outras jornadas que espero recuperar nesta caminhada. Posso sempre contar com um olhar de outro ângulo com um rigor irrepreensível e uma cumplicidade imensa.
Mas, o melhor mesmo, foram os momentos pós-apresentação, com o vento de Aveiro, numa conversa regada com cerveja!
Por fim, a família (Anabela, Octávio, Luís e André)… e aqui os silêncios falam mais alto…
Pronto! Agora é tempo de ir de férias... :)
Numa altura em que a inspiração não desce e os prazos apertam, apetece fazer tudo antes mesmo de começar! E é tudo mesmo: arrumar o escritório, consultar extractos de contas, fazer compras… enfim, tudo o que é adiável ou mesmo dispensável.
Escrever… é que nada!
Mas as metas cronológicas estão definidas, o levantamento teórico está feito… até sei sobre o que tenho de escrever!
Sair alguma coisa… é que é outro assunto.
Pois bem, há boas notícias: o meus estado de alma (e não de arte) tem um nome: Procastination!!! Aliás, este é um momento em que estou procastinar!
Este vídeo que a Marta Pinto partilhou comigo num momento de uma verdadeira procastination inconsciente iluminou-me!
Afinal, há nome (e bonito por sinal) para todas aquelas “coisas” que faço antes de começar a escrever. Antes a melhor metáfora que me surgia era a de um cão a deitar-se. Alguns destes animais dão, seguramente umas 5 voltas antes de arranjar uma posição para dormir. Era isso que sentia.
Mas agora não! Encontrei um sentido, uma base sustentada para todas as inutilidades que faço: estou a procastinar!
PS- Procastinando… mas pouco, que o tempo aperta!
Gosto muito de uma frase do Umberto Eco: “A tese é como um porco: nada se desperdiça”.
E tem sido assim no âmbito da componente curricular do PhD em Multimédia em educação. Dos trabalhos realizados para as unidades curriculares têm saído alguns contributos que vamos apresentando nas conferências que vão surgindo.
O tempo tem sido pouco para preparar: o formato de poster, paper e short paper implica mudanças, algumas vezes estruturais. O que também é interessante é o feedback dos reviewers. Um olhar externo sobre o trabalho que desenvolvemos faz-nos crescer enquanto investigadores.
Amanhã, em Braga começa a “ronda”, com este poster, que tem por base este artigo, desenvolvido na UC de Desenvolvimento de Produtos Multimédia orientada pelo professor António Moreira. Ainda fizemos este vídeo com a duração de 1 minuto (que pouco mais demorou a fazer). O que vale é a voz da Susana!
O PLE criado para a segurança na Internet está aqui!
Jardins que começam, a pouco e pouco, a dar frutos!
No livro "Handbook of emerging technologies for learning", Simens e Tittenberger, a certa altura referem que o ensino com tecnologia pode ser enquadrado em três categorias: blended learning, online learning e augmenting classrooms. Se as duas primeiras não representaram novidade, já o mesmo não posso dizer relativamente à terceira- augmenting classrooms, pelo menos verbalizada de uma forma tão simples e tão directa.
Trata-se disto mesmo! Principalmente no contexto do ensino não superior, onde a prevalência decorre num contexto presencial, as tecnologias permitem “aumentar” a sala de aula!
Entendo este aumentar não só num espaço e num tempo, mas também numa dimensão de desenvolvimento de competências e num contexto de always learning.
Tentando materializar este conceito na prática lectiva não faltam exemplos, que podem ser indexados à tecnologia usada:
“aumentar”…
> … a reflexão dos alunos
Blogs de alunos, onde façam a reflexão crítica das suas aprendizagens, criem e partilhem os seus conteúdos;
>… o trabalho colaborativo
Wikis que acrescentam a dimensão colaborativa necessária para realizar um trabalho de grupo lançado pelo professor;
> … a partilha de recursos, seja de recursos que os alunos encontram na web seja de conteúdos que produzem.
>…
Não seria interessante que este “aumento” integrasse, de alguma forma, o PLE de cada aluno?
Ou melhor, o desafio não é esse mesmo?
Referência: Siemens, G. and P. Tittenberger (2009). Handbook of emerging technologies for learning, University of Manitoba.
O prof Carlos Santos no FB deu o mote para uma reflexão da dimensão de UX no PhD em Multimédia em educação. Há algum tempo (e precisamente no contexto de uma UC – MAC) interessei-me por este conceito a propósito do desafio de construir uma UC de Cultura Digital.
Algumas dimensões do UX pareceram-me que além de relevantes podiam ser facilmente implementadas. Digo “facilmente” porque pressuponho um estado de “open mind” nos alunos e professores – expectável no clima de investigação.
| O esquema ao lado(retirado aqui) releva a complexidade do processo norteado por uma dicotomia entre a maturidade na consciência das opções e dos riscos que em cada momento devem ser assumidos fora da zona de conforto |
Já em 2005 aqui era colocada uma questão que podia ser datada com o dia de hoje:
“why have so few academic institutions jumped on this opportunity?
Seems to me that UX education is natural for liberal arts programs. By definition, they're multidisciplinary. Many are looking to reach students interested in new media. And applied UX would provide an obvious path to partnerships with and, eventually, funding from the private sector”.
Pessoalmente e remetendo para a experiência das Ucs no PhD de MMEd sempre tentei determinar a minha agenda em termos de interesses – claro que integrados nas Ucs. Tive sempre o privilégio de trabalhar com colegas de grupo e (claro) com professores que o permitiram e em alguns casos o fomentaram, orientando através da abertura não impositiva a outras perspectivas.
Foi um self-designed UX curricula?
Não, de facto não foi – nem no espaço, nem no teor nem no tempo.
Mas foi certamente um quasi group-designed UX! ;)
Gostarei de ver o passo seguinte!
PLE
Attwell, G. (2007). "E-portfolio: the DNa of the Personal Learning Environment?" Journal of e-Learning and Knowledge Society-English Version 3(2) disponível em http://www.pontydysgu.org/wp-content/upl
Ge, Q. (2010). The Web as PLE: Perspective from educational technology and Internet psychology. Education Technology and Computer (ICETC), 2010 2nd International Conference em http://ieeexplore.ieee.org/stamp/stamp.j
Hongyu, Z., Y. Liyou, et al. (2010). The personal learning environment (PLE) based on web2.0. Web Society (SWS), 2010 IEEE 2nd Symposium em http://ieeexplore.ieee.org/xpls/abs_all.j
Henri, F. and B. Charlier (2010). Personal learning environment: A concept, an application, or a self-designed instrument?, IEEE em http://ieeexplore.ieee.org/xpls/abs_all.j
Wheeler, S. (2010). Open Content, Open Learning 2.0: Using Wikis and Blogs in Higher Education. Changing Cultures in Higher Education. U.-D. Ehlers and D. Schneckenberg, Springer Berlin Heidelberg: 103-114.em http://www.springerlink.com/content/t501
Um dia alguém de quem gosto muito (M.M.) e com quem muito aprendi, disse-me:
“Eu falo de tudo. Às vezes, tenho a sorte de falar daquilo que sei.”
É precisamente neste compromisso entre o formal e o informal, o científico e o empírico, entre o tudo e o nada que se encontram as sementes deste jardim.
Aqui vão também ser plantados alguns (muitos) momentos da investigação do PhD em Multimédia em Educação. Outros serão semeados pela formiga Pandora: ritmada e disciplinadamente com a esperança de uma tangibilidade a prazo.
A imagem deste jardim: (quem dera fosse um fractal) simultaneamente caótica e matematicamente organizada.