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Sábado, 11 de Fevereiro de 2012
Gosto de ver filmes em família

 

Gosto de ver filmes em família.

 

E, à primeira vista não tenho muitas razões para isso.

Começa pela tarefa de:

_escolher_o_filme

demorada e nunca pacífica. Uns querem comédias, outros ação e outros não querem de todo ver um filme… A discussão é inevitável e sai sempre alguém que perde… Amua e ameaça com esse_filme_eu_não_quero_ver...

Os consensos nunca são fáceis, mas depois de algum – às vezes muito –tempo toma-se uma decisão.

Passa-se à fase seguinte:

_preparar_para_ver_o_filme

É hora de ir comer, fumar um cigarro, ir à casa de banho e claro, tudo isto feito cada coisa por sua vez…

As fases de _escolher_o_filme  e _preparar_para_ver_o_filme chegam a demorar uma hora… às vezes desistimos aqui porque já é demasiado tarde. Outras, corajosamente continuamos para a fase seguinte:

_encontrar_lugar_no_sofá

O sofá é grande mas aqui todos também são grandes ou vão a passos largos para isso… São encontrões, pontapés, pisadelas e às vezes alguém sai trilhado porque outro se lembrou que podia esticar-se ao comprido.
Depois de tudo mais ou menos assente passa-se, finalmente para a fase:

_ver_o_filme

Mesmo assim, continuo a gostar de ver filmes com toda a gente ao molhe. Estamos todos juntos (às vezes juntos demais), há o inevitável toque que, para os lados da adolescência começa a ficar cada vez mais raro.
Durante o filme todos partilhamos o momento mas também as conclusões, as expetativas e os entendimentos, sem no entanto falarmos muito.
Cria-se quase uma consciência coletiva envolvida num quadro de proximidade também ela física.

Acho que é por todos estamos juntos a pensar na mesma coisa..

.. ou será apenas porque durante três a quatro horas estamos todos… em famíla.


 

Nota: Preocupou-me escrever este texto ao jeito de um algoritmo…

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publicado por fpais às 18:47

Quinta-feira, 5 de Maio de 2011
Auto da Compadecida

 

No fim de semana (re)vi, com enorme prazer o filme “Auto da Compadecida”, baseado na obra, com o mesmo nome de Ariano Suassuna. Não gosto especialmente de cinema brasileiro, mas por vezes a qualidade de alguns filmes surpreende (Cidade de Deus, por exemplo). Neste, quase à maneira de Gil Vicente, somos levados a uma visita à sociedade sertaneja do interior e ao mundo de João Grilo (esperto e mentiroso) e do seu amigo Chicó, o mais cobarde dos homens.

É no fundo uma história de sobrevivência, deixando um amargo de boca na natureza do ser humano, mas deixando ainda lugar para a esperança.


Das muitas frases geniais que o filme tem, e dado o contexto actual, não resisto a partilhar três:

[Chicó acerca das muitas histórias que inventava]: Não sei, só sei que foi assim…

[Deus para a mãe] mamãe, se continuar assim (a salvar pessoas) o Inferno vira repartição Pública: existe mas não funciona!
 

[Chicó para a sua amada]: ‘I love you’, que é morena em francês.
 

Um pequeno extracto  aqui 

 


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publicado por fpais às 11:02


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