Numa altura em que a inspiração não desce e os prazos apertam, apetece fazer tudo antes mesmo de começar! E é tudo mesmo: arrumar o escritório, consultar extractos de contas, fazer compras… enfim, tudo o que é adiável ou mesmo dispensável.
Escrever… é que nada!
Mas as metas cronológicas estão definidas, o levantamento teórico está feito… até sei sobre o que tenho de escrever!
Sair alguma coisa… é que é outro assunto.
Pois bem, há boas notícias: o meus estado de alma (e não de arte) tem um nome: Procastination!!! Aliás, este é um momento em que estou procastinar!
Este vídeo que a Marta Pinto partilhou comigo num momento de uma verdadeira procastination inconsciente iluminou-me!
Afinal, há nome (e bonito por sinal) para todas aquelas “coisas” que faço antes de começar a escrever. Antes a melhor metáfora que me surgia era a de um cão a deitar-se. Alguns destes animais dão, seguramente umas 5 voltas antes de arranjar uma posição para dormir. Era isso que sentia.
Mas agora não! Encontrei um sentido, uma base sustentada para todas as inutilidades que faço: estou a procastinar!
PS- Procastinando… mas pouco, que o tempo aperta!
Um dia alguém de quem gosto muito (M.M.) e com quem muito aprendi, disse-me:
“Eu falo de tudo. Às vezes, tenho a sorte de falar daquilo que sei.”
É precisamente neste compromisso entre o formal e o informal, o científico e o empírico, entre o tudo e o nada que se encontram as sementes deste jardim.
Aqui vão também ser plantados alguns (muitos) momentos da investigação do PhD em Multimédia em Educação. Outros serão semeados pela formiga Pandora: ritmada e disciplinadamente com a esperança de uma tangibilidade a prazo.
A imagem deste jardim: (quem dera fosse um fractal) simultaneamente caótica e matematicamente organizada.