Findo o processo de transcrições segue-se a fase de revisão do texto.
Fui sempre fiel ao discurso e o que funciona a nível da oralidade é muito diferente no texto escrito. Acho que não tinha a real noção das diferenças entre o discurso oral e escrito. A oralidade é cheia de expressão e tem uma riqueza de subtilezas e detalhes que muitas vezes são escondidos pela racionalização que pressupõe um processo de escrita. Por isso a revisão tem mesmo que ser muito cuidadosa e feita com grande rigor.
De olhos postos no tratamento, já comecei a fazer uma revisão da literatura sobre a metodologia de tratamento de entrevistas no tempo permitido pelas 9 aulas que dei hoje. E começaram os problemas... Como tenho a noção exata do pensamento dos meus 5 entrevistados já detetei diferenças enorme do discurso que correspondem a diferentes tipos de liderança. Como sistematizar todo o conjunto de informação que muitas vezes está mais implícito do que explícito? Como conciliar estes aspetos com a objetivação necessária numa investigação? (...) São muitas as questões...
Não sei até que ponto a divisão em categorias de análise (eventualmente o que vai ser feito) vai resultar no sentido de preservar alguma da informação que considero relevante...
O caminho faz-se caminhando...
Com a transcrição das entrevistas a decorrer está a amadurecer a ideia de fazer um paper para a PLEconf2015.
A ideia é sistematizar as entrevistas já tendo em atenção o tratamento no PhD. Ainda estou a "namorar" os meus orientadores para fazermos o paper... A entrevistas acabaram por ser uma fonte rica de dados relativamente ao papel das lideranças nos processos de apropriação de uma plataforma como o SCE e da forma como este PLE pode ter impacto nas aprendizagens. Vamos ver como as ideias aparecem e como se pode sistematizar a informação.
Ao mesmo tempo estou a pensar em como fazer a revisão da literatura. Confesso que não sou muito adepta de metodologias mas sinto a falta de algum referencial. Por isso penso definir algum tipo de metodologia que norteie a recoha bibliográfica mas que ao mesmo tempo preveja alguma anarquia e liberdade para acrescentar outras fontes. Ainda não sei bem como vou fazer isso, mas tenho mesmo que fazer. Se ficar presa a uma metodologia rigida vão certamente ficar de fora muitos documentos que s\ao verdadeiras referencias mas que não estão indexados. Estou por exemplo a pensar em blogs de referencia nesta área. Como já tinha constatado as referências a PLE em bases de dados de referencia são (ainda) escassas.
Por exemplo, uma pesquisa de "personal learning environment" em duas bases de dados de referência nos últimos 5 anos, pouco passaram do 100... (e acredito que alguns estejam repetidos).
E os outros? Não inclui-los seria de certeza um erro...
[Este foi à segunda... Isto de não guardar automaticamente os rascunhos... #$%$&&/....]