Estava a ver que o título nunca mais acabava!
Mas, apesar de serem vários (muitos) dias sem escrever aqui, não quer dizer que não tenha trabalhado (até bastante)...
A saga das entrevistas apesar de ainda não ter terminado, está no bom caminho :)
O paper para a PLEconf está para conferência dos deuses... mas confesso que não gosto muito...
Começar a escrever é sempre um parto difícil mas depois de "engatar" sentimo-nos presos ao número de palavras...
Algumas ideias soltas e desconexas destes dias:
_ O que mais li: liderança e tecnologia. Interessante mas tãaaaaaooooooo chatinho
_ 29'04'2015 - 20 anos é muito tempo... mas venham mais 20 <3
_ Os meus alunos do curso vocacional de multimédia provaram-me que é mesmo preciso acreditar que temos os melhores alunos do mundo! Às vezes é bom sermos lembrados disso.... mas também é bom sermos lembrados por isso <3
_ E porque está tudo <3 é mesmo oficial: Odeio análise qualitativa - acho que fiz a categorização das entrevistas umas 10 vezes... e não estou certa de ser a última.
_Amanhã vou para a Bélgica com três alunos. Merecido para eles...
Parece-me que vou ter outro título grande ;)
Há precisamente uma semana atrás decorreram as apresentações do “estado da arte” do trabalho dos doutorandos do 2º ano de Multimédia em Educação para os alunos do 1º ano.
Além da partilha de experiências, este momento também constituiu uma das opções de um momento de avaliação do 2º ano.
Apesar de, a par com a Sandra Vasconcelos, ter optado por fazer um seminário doutoral na Universidade de Arizona, não quis perder a oportunidade de saber qual o trabalho que os meus colegas estavam a desenvolver e por outro lado obrigar-me a sistematizar o meu trabalho.
Esperava aprender muito neste momento de partilha, mas a realidade superou as minhas expectativas.
Apesar de uma sessão que se prolongou por várias horas, foi um privilégio imenso ver como os trabalhos são interessantes e inovadores.
E o muito que já foi desenvolvido num espaço de tempo tão curto!
Os temas de investigação são muito diferentes e aplicados a vários contextos, tendo como fator comum uma paixão partilhada por todos: a educação.
Porém, não só destas partilhas que “vive o homem”...
Juntei-me às minhas “companheiras de luta”, a Sandra Vasconcelos e a Susana Capitão, que muitas vezes me têm dado força em momentos que a solidão do segundo ano proporciona com alguma frequência, num jantar à italiana, onde depois de uma garrafa de vinho e com uma sobremesas maravilhosas, fomos falando de tudo e de nada… de carnavais, dos nossos projetos, das dificuldades mas sobretudo de como são importantes estes encontros…
Fica a vontade de mais partilhas, de mais encontros…
Obrigada a todos os colegas e professores pelo espaço de partilha!
Atualizado a 6'03'2012
Pois, falta mesmo é o link para a apresentação, como o prof Carlos Santos refere no comentário.
Fica agora: http://prezi.com/m1db_2flcyfk/apresentac
E, à primeira vista não tenho muitas razões para isso.
Começa pela tarefa de:
_escolher_o_filme
demorada e nunca pacífica. Uns querem comédias, outros ação e outros não querem de todo ver um filme… A discussão é inevitável e sai sempre alguém que perde… Amua e ameaça com esse_filme_eu_não_quero_ver...
Os consensos nunca são fáceis, mas depois de algum – às vezes muito –tempo toma-se uma decisão.
Passa-se à fase seguinte:
_preparar_para_ver_o_filme
É hora de ir comer, fumar um cigarro, ir à casa de banho e claro, tudo isto feito cada coisa por sua vez…
As fases de _escolher_o_filme e _preparar_para_ver_o_filme chegam a demorar uma hora… às vezes desistimos aqui porque já é demasiado tarde. Outras, corajosamente continuamos para a fase seguinte:
_encontrar_lugar_no_sofá
O sofá é grande mas aqui todos também são grandes ou vão a passos largos para isso… São encontrões, pontapés, pisadelas e às vezes alguém sai trilhado porque outro se lembrou que podia esticar-se ao comprido.
Depois de tudo mais ou menos assente passa-se, finalmente para a fase:
_ver_o_filme
Mesmo assim, continuo a gostar de ver filmes com toda a gente ao molhe. Estamos todos juntos (às vezes juntos demais), há o inevitável toque que, para os lados da adolescência começa a ficar cada vez mais raro.
Durante o filme todos partilhamos o momento mas também as conclusões, as expetativas e os entendimentos, sem no entanto falarmos muito.
Cria-se quase uma consciência coletiva envolvida num quadro de proximidade também ela física.
Acho que é por todos estamos juntos a pensar na mesma coisa..
Camões é para mim é o poeta maior da Língua Portuguesa. Gosto da forma com que se encontra sempre um extracto dele para todas as ocasiões.
E hoje é um dia especial por dois motivos completamente diferentes.
O primeiro é o aniversário do meu “pimpolho” mais novo: uma década. Ao mesmo tempo que me lembro de tudo o que vivi ao lado dele, também recordo as vezes que estive ausente, muitas vezes ao serviço de uma causa. O idealismo, tão visível num primeiro momento, foi-se diluindo à medida que fui percebendo que na relação dever/haver o equilíbrio era fruto de uma equação de mediatismo. O desencanto foi cavando um fosso cada vez maior entre a praxis e a poesis…
O segundo motivo é porque hoje também é dia de reflexão: o país mudou de líder. Com alguma sorte e dentro do magro espaço de manobra deixado pela Troika, pode-se esperar um quadro reservado de mudança. Certo é, porém, que mudarão os agentes governativos…
Certamente será (in)feliz coincidência, mas hoje, precisamente hoje, e logo hoje, fui “inundada” de pedidos de “amizade” nas redes sociais… Como em tudo na vida, aceitei uns – pelo enorme respeito que tenho pelas pessoas – e recusei outros tantos – por um sentido de oportunidade estranho.
Termino voltando ao início com Camões. Entre os (des)encontros com o Amor Sublime e todas as traições que o poeta viveu, há dias assim:
Que dias há que n'alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê.
Hoje foi o meu primeiro dia de escola! É mesmo verdade.
Após uma ausência de quase quatro anos (tanto tempo…) regressei hoje à escola. Perguntei-me muitas vezes como seria ao longo deste mês de férias... Foi tão bom!!! Desde a direcção da escola até aos professores passando por todo o pessoal não docente, todos me receberam com um sorriso que, na maior parte das vezes, pela frescura sentia-se verdadeiro. Faltaram apenas alunos… mas vê-los nas salas de aula, no corredor, sentir o pulsar da escola, foi… muito bom. Agora, há muito trabalho para ser feito!
Talvez este tom de regresso trouxe-me à memória (e não sei porquê…) as lembranças do estudo para uma disciplina na minha licenciatura “Sistemas operativos”, com a leitura do never ending "Operating Systems: Design and Implementation" do Tanenbau.
Os cheiros e os ritmos destes tempos têm sempre o tom da música de Fausto. A associação de sistemas operativos com a música de Fausto é, para mim, tanto incontornável como inexplicável. O tabaco que pairava no ar nas longas maratonas de estudo pela noite dentro, com forks e PIDs remetia para o Coça, coça a barriga, nicotina. Serão as saudades dos tempos de estudante? :)
Realizou-se hoje a prova de aferição do 4º ano e milhares de alunos realizaram a prova, entre os quais o meu filho mais novo (André). Quando o fui buscar perguntei-lhe como tinha corrido… e não resisto a reproduzir o diálogo ;)
[Eu] Então André como correu?
[André] Correu bem… era muita interpretação… Olha, sabes quanta vezes aparece Portugal no Bilhete de Identidade? São 486!
[Eu] André, como sabes isso? Não me digas que estiveste a contar?
[André] Eu acabei a prova num instante… não tinha nada que fazer e contei o número de “Portugais” numa linha e depois quantas tinha: deu 486! Provavelmente também tem 486 na parte de trás!
Conclusões???!!!! :)
No fim de semana (re)vi, com enorme prazer o filme “Auto da Compadecida”, baseado na obra, com o mesmo nome de Ariano Suassuna. Não gosto especialmente de cinema brasileiro, mas por vezes a qualidade de alguns filmes surpreende (Cidade de Deus, por exemplo). Neste, quase à maneira de Gil Vicente, somos levados a uma visita à sociedade sertaneja do interior e ao mundo de João Grilo (esperto e mentiroso) e do seu amigo Chicó, o mais cobarde dos homens.
É no fundo uma história de sobrevivência, deixando um amargo de boca na natureza do ser humano, mas deixando ainda lugar para a esperança.
Das muitas frases geniais que o filme tem, e dado o contexto actual, não resisto a partilhar três:
[Chicó acerca das muitas histórias que inventava]: Não sei, só sei que foi assim…
[Deus para a mãe] mamãe, se continuar assim (a salvar pessoas) o Inferno vira repartição Pública: existe mas não funciona!
[Chicó para a sua amada]: ‘I love you’, que é morena em francês.
Um pequeno extracto aqui