Primeiro é preciso tempo. Depois é preciso que a vontade e a inspiração apareçam. Hoje tive tempo e a inspiração resultou numa sesta...
Mesmo assim já comecei a organizar o tratamento das entrevistas e comecei a procurar modelos de análise do papel das lideranças no processo de apropriação de uma tecnologia – isto antes de pensar em avançar a partir do zero. E ainda não encontrei nada... Achei interessante o modelo de apropriação de tecnologia de Engeström, mas é quase ausente de referencias a liderança...
É verdade, a estrutura do resumo alargado para submeter à PLEConf 2015 está alinhavada... Mas só.
Amanhã (certamente) haverá mais...
Agora, a verdadeira razão de estar 3 dias sem fazer um post...
Isto NÃO é batota!
Foram mesmo quatro dias sem escrever aqui mas a trabalhar alguma coisa :)
Acabei as transcrições!
Três dias sem posts mas a transcrição segue não ao ritmo que gostaria mas vai...
Para quem tem insónias recomendo vivamente este trabalho. Não faz mal à saúde e é muito eficaz... Não consigo fazer mais de 10 minutos sem abrir a boca de forma muito consistente.
Atendendo a que estou a fazer transcrições de entrevistas que foram feitas há dois anos é curioso fazer a comparação com o "agora". E ver como Sapo Campus escolas evoluiu!
"O que se pretende além das fotos e de tudo isso, se eu quiser rapidamente carregar um documento pdf e o queira disponibilizar para um dos meus grupo eu possa fazer isso. (...)
- (...) o serviço da could PT vai ser integrado no SCE.
- Pois, eu acho que isso é um grande progresso!"
Agora, a verdadeira razão de estar 3 dias sem fazer um post...
Com a transcrição das entrevistas a decorrer está a amadurecer a ideia de fazer um paper para a PLEconf2015.
A ideia é sistematizar as entrevistas já tendo em atenção o tratamento no PhD. Ainda estou a "namorar" os meus orientadores para fazermos o paper... A entrevistas acabaram por ser uma fonte rica de dados relativamente ao papel das lideranças nos processos de apropriação de uma plataforma como o SCE e da forma como este PLE pode ter impacto nas aprendizagens. Vamos ver como as ideias aparecem e como se pode sistematizar a informação.
Ao mesmo tempo estou a pensar em como fazer a revisão da literatura. Confesso que não sou muito adepta de metodologias mas sinto a falta de algum referencial. Por isso penso definir algum tipo de metodologia que norteie a recoha bibliográfica mas que ao mesmo tempo preveja alguma anarquia e liberdade para acrescentar outras fontes. Ainda não sei bem como vou fazer isso, mas tenho mesmo que fazer. Se ficar presa a uma metodologia rigida vão certamente ficar de fora muitos documentos que s\ao verdadeiras referencias mas que não estão indexados. Estou por exemplo a pensar em blogs de referencia nesta área. Como já tinha constatado as referências a PLE em bases de dados de referencia são (ainda) escassas.
Por exemplo, uma pesquisa de "personal learning environment" em duas bases de dados de referência nos últimos 5 anos, pouco passaram do 100... (e acredito que alguns estejam repetidos).
E os outros? Não inclui-los seria de certeza um erro...
[Este foi à segunda... Isto de não guardar automaticamente os rascunhos... #$%$&&/....]
Tal como esperava o regresso às aulas foi doloroso...
Começar logo com 8 aulas, sendo uma delas uma visita de estudo enquadrada numa caminha é duro para qualquer um...
Mesmo assim há que honrar os compromissos e dedicar algum (pouco) tempo ao PhD.
Finalmente acabei de transcrever a segunda entrevista e não resisto a reproduzir umas frases:
"O professor é um bicho, pelo menos eu falo por mim, é um bicho altamente isolado. E muito feliz no seu isolamento. (...) de resto quando entramos na nossa sala de aula é o nosso santuário. É nosso, nós comandamos a tropa, nós temos a noção da nossa responsabilidade até onde ela vai, sabemos que fazemos (...)"
So true...
A foto de hoje não é minha mas é do espaço que visitei com os meus alunos - A casa da criatividade em SJM.
Equipamento de topo, qualidade em tudo...
É em dias como hoje que percebo que ter um Mac faz a mesmo a diferença.
Coisas que fiz em minutos e com o Windows demoravam eternidades (quando não corria bem à primeira):
- Configurar a VPN da UA;
- Integrar o Endnote com o Word;
- Importar/exportar referências
Se calhar já devia saber mas usar a “Traveling Library” dá um jeito...
Mas está tudo pronto para começar mais a sério... Mas quase que adormecia com a transcrição das entrevistas...
Vim cá fora e tirei uma foto para me lembrar do que podia estar a fazer se já tivesse isto feito...
E nos intervalos, tratar da site da minha escola e do jornal online.
Hoje não faço mais nada.
Após uma paragem (de quase 2 anos) neste blog mas não de trabalho :), assumi o compromisso de TODOS os dias trabalhar para o PhD e escrever umas linhas aqui.
Sei que muitos não acreditam que eu não consiga focar-me neste trabalho mas tem mesmo que ser!
E para retomar, vou começar por aquele trabalho de "formiga": fazer a transcrição das entrevistas.
Não será muito aliciante mas é um começo!
(Apesar de ser 1 de abril não é mentira!)
Tenho andado a estudar os processos de inovação que em muito têm associados a gestão do conhecimento. Isto interessa-me particularmente uma vez que gosto de pensar que algures dentro do Sapo Campus Escolas vai emergir conhecimento, construído de e na rede de relações que se vão criar. Pode este ser um dos impactos mais interessantes da adoção do Sapo Campus Escolas...
Neste processo estou a ler com muita atenção o que tem vindo a ser feito na área do conhecimento que mais investigação tem feito nesta área. Desengane-se quem pensa que é a educação... Confesso que achei algo estranho: o negócio da educação é, em larga medida o conhecimento…
Há inúmeros estudos, teses e teorias de como se conhece mas, estranhamente, muito poucos em como esse conhecimento pode ser gerido (numa perspetiva coletiva) de forma a aumentar o capital de conhecimento já existente.
É da indústria que vêm os primeiros (e talvez os mais ricos exemplos).
E do Oriente, do Japão, pela mão de Nonaka e Takehuchi.
Parece estranho, mas um segundo olhar mostra que talvez não seja nada estranho. Em primeiro lugar, há a questão cultural, onde o corporativismo é quase biológico - paradigma profundamente diferente do ocidente. O sentimento de verdadeira pertença, alicerçado às vezes ao longo de gerações, cria um grau de compromisso profundo. Por outro lado, a noção de conhecimento é colocada numa perspetiva diferente da ocidental e profundamente baseada na filosofia e na psicologia.
O conhecimento é, segundo Nonaka e Takehuchi, profundamente pessoal e definem-no como “justified true belief”.
O conhecimento é altamente subjetivo e datado na medida em que é pessoal e sempre num contexto enquadrando o conjunto de valores e crenças.
A primeira vez que li esta definição, confundiu-me a aproximação entre “conhecimento” e “crença” e remeti para a filosofia algo Zen dos orientais… Mas depois de lidas umas dezenas largas de páginas sobre esta linha de pensamento, cada vez mais tudo começava a fazer sentido…
E então apareceu o “Ba”, o espaço onde o conhecimento é partilhado e onde emerge novo conhecimento.
Não se trata de um espaço com tempo marcado, nem de um lugar específico, mas antes de tudo isso.
Quando pessoas se juntam com o objetivo de partilharem ideias sobre determinado assunto, fazendo emergir conhecimento novo, estão estiveram no Ba.
O Sapo Campus Escolas, é um espaço onde nada mais se pretende que a interação entre as pessoas num compromisso entre o formal e informal…
Poderá o Sapo Campus Escolas ser o Ba que as escolas tão desesperadamente precisam?
We have high hopes to our schools.
É assim que começa um dos livros mais inspiradores que tenho lido nos últimos tempos: Christensen, C. M., Horn, M. B., & Johnson, C. W. (2010). Disrupting class: How disruptive innovation will change the way the world learns: McGraw-Hill Professional.
Estes investigadores não vieram da educação mas sim do setor empresarial: estão habituados a terrenos mais firmes mas também mais duros, onde muitas vezes o sucesso é tao somente sinónimo de sobrevivência. Pretendem mostrar que as escolas, nomeadamente as americanas estão ultrapassadas e que uma mudança no paradigma se impõe.
As escolas não têm opção: esta mudança é exigida pela sociedade, pelos mercados, e mesmo dentro dos muros da escola: pelos alunos.
E identificam, com uma clarividência brutalmente crua o que falha nessas escolas. A maior parte das conclusões poderiam ser decalcadas como se o estudo fosse feito em Portugal nas nossas escolas...
Parece que os problemas são semelhantes como semelhante é a capacidade que a escola tem para acomodar processos de mudança e inovação na estrutura que tem. Os mesmo autores dizem que, a continuar assim, a inovação vai ser também diluída e portanto sem qualquer impacto que não o de uma boa memória de um projeto que resultou num espaço e num tempo.
Apontam o caminho para a mudança e inovação tendo como catalisador a tecnologia, num processo disruptivo centrado no aluno. A personalização do ensino, indo ao encontro das inteligências dos alunos, num pressuposto gardneriano, é uma parte substancial da solução.
(imagem da equipa do sapo campus escolas)
Começa a fazer cada vez mais sentido a ligação sapo campus escolas / impacto / inovação…
@em_exploração...
Uma das tarefas que têm mesmo que ser feitas e não adianta dar a volta é a validação dos inquéritos que está associada à maior parte dos projetos de investigação em educação. A minha investigação não foge à regra. Se a construção de inquérito por questionários não é fácil e os avanços e retrocessos consomem muito tempo, pensar numa aplicação piloto para fazer a validação ainda é menos, principalmente envolvendo alunos. Pois, é esse mesmo o meu caso: o inquérito envolve alunos do 1º ao 12º anos!
Além das duas versões que foram feitas (tendo em conta os escalões etários dos alunos), o estudo piloto (como ditam os entendidos) tem que ser feito numa amostra semelhante à que constitui o estudo. E aqui (pensei eu) vão começar os problemas… Autorizações, envolvimento de uma direção de uma escola “externa” ao estudo, professores colaborantes (ou não) e dias… dias gastos (mas eventualmente não perdidos) para verificar se as questões são mesmo percetíveis. Claro que para ter esta perceção teria que acompanhar presencialmente o preenchimento dos inquéritos…
Pensei que este processo além de “pouco ” interessante, ira consumir tempo sem retorno. De facto não aconteceu nada disso! A direção da escola que contactei foi absolutamente exemplar (e deixo o meu agradecimento muito especial ao Alexandre) e conseguiu fazer um calendário de aplicação invejável, permitindo-me rentabilizar o tempo.
E hoje foi o dia deste teste piloto.
Foi extraordinariamente interessante e ainda mais útil no acerto de alguns detalhes.
Não resisto, porém a deixar algumas situações muito curiosas que aconteceram, organizadas pelo ano de escolaridade dos alunos a quem este estudo piloto foi aplicado. As perguntas/observações que reproduzo na primeira pessoa, evidenciam algumas fragilidades que de tão claras, eram até aí invisíveis. Outras mostram que, sem ser demasiado “lamechas”, o melhor do mundo são mesmo as crianças!
Conheço mas não uso! Onde coloco a Cruz?
Produzir? O que é isso?
O tempo que passo no computador é muito pouco. Estou de castigo e só vou uma vez por semana. Como é que que eu ponho em horas por dia?
Trabalhar com ferramentas de produtividade? O que é isto?
A única rede social que uso é o email
Eu escrevo textos numa coisa... Não sei o nome mas parece que é o Windows.
Eu vou todos os dias para o computador. Tenho o melhor computador do mundo - os meus pais ficaram com o Magalhães. (…) Eu tenho o melhor computador do mundo e foi Pai Natal que mó deu mas eu nem pedi... Foi a minha avó que escreveu ao Pai Natal para me dar.
Oitavo ano
O que é “Relevante” ?
Sapo campus escolas é igual ao Sapo?
Não uso mas acho importante!!
Quinto ano
O que é um Telemóvel com acesso à internet?
Não te enganaste a escrever uma palavra? “Posts” não existe em português, sabias?
Décimo ano
Não conheço isto (wiki). Não sei o que é…
[Antes estavam a falar de consultas à wikipédia]