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Sexta-feira, 24 de Abril de 2015
#23 e #24- Modelos (ou ausência deles)

 

Primeiro é preciso tempo. Depois é preciso que a vontade e a inspiração apareçam. Hoje tive tempo e a inspiração resultou numa sesta...

Mesmo assim já comecei a organizar o tratamento das entrevistas e comecei a procurar modelos de análise do papel das lideranças no processo de apropriação de uma tecnologia – isto antes de pensar em avançar a partir do zero. E ainda não encontrei nada... Achei interessante o modelo de apropriação de tecnologia de Engeström, mas é quase ausente de referencias a liderança...

 

 

É verdade, a estrutura do resumo alargado para submeter à PLEConf 2015 está alinhavada... Mas só.

 

Amanhã (certamente) haverá mais...


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publicado por fpais às 00:03
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Segunda-feira, 20 de Abril de 2015
#17, #18, #19 e #20 - Fim das Transcrições

 Agora, a verdadeira razão de estar 3 dias sem fazer um post...

 Isto NÃO é batota!

Foram mesmo quatro dias sem escrever aqui mas a trabalhar alguma coisa :)

Acabei as transcrições!


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publicado por fpais às 22:27

Quinta-feira, 16 de Abril de 2015
#14, #15 e #16 - Não há dois sem três

 Três dias sem posts mas a transcrição segue não ao ritmo que gostaria mas vai...

Para quem tem insónias recomendo vivamente este trabalho. Não faz mal à saúde e é muito eficaz... Não consigo fazer mais de 10 minutos sem abrir a boca de forma muito consistente.

Atendendo a que estou a fazer transcrições de entrevistas que foram feitas há dois anos é curioso fazer a comparação com o "agora". E ver como Sapo Campus escolas evoluiu!

"O que se pretende além das fotos e de tudo isso, se eu quiser rapidamente carregar um documento pdf e o queira disponibilizar para um dos meus grupo eu possa fazer isso. (...)
- (...) o serviço da could PT vai ser integrado no SCE.
- Pois, eu acho que isso é um grande progresso!
"
 

Agora, a verdadeira razão de estar 3 dias sem fazer um post...


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publicado por fpais às 23:46

Quarta-feira, 8 de Abril de 2015
#8 - Metodologicando | parte 1 de #NaoSeiQuantas

 Com a transcrição das entrevistas a decorrer está a amadurecer a ideia de fazer um paper para a PLEconf2015.

A ideia é sistematizar as entrevistas já tendo em atenção o tratamento no PhD. Ainda estou a "namorar" os meus orientadores para fazermos o paper... A entrevistas acabaram por ser uma fonte rica de dados relativamente ao papel das lideranças nos processos de apropriação de uma plataforma como o SCE e da forma como este PLE pode ter impacto nas aprendizagens. Vamos ver como as ideias aparecem e como se pode sistematizar a informação.

Ao mesmo tempo estou a pensar em como fazer a revisão da literatura. Confesso que não sou muito adepta de metodologias mas sinto a falta de algum referencial. Por isso penso definir algum tipo de metodologia que norteie a recoha bibliográfica mas que ao mesmo tempo preveja alguma anarquia e liberdade para acrescentar outras fontes. Ainda não sei bem como vou fazer isso, mas tenho mesmo que fazer. Se ficar presa a uma metodologia rigida vão certamente ficar de fora muitos documentos que s\ao verdadeiras referencias mas que não estão indexados. Estou por exemplo a pensar em blogs de referencia nesta área. Como já tinha constatado as referências a PLE em bases de dados de referencia são (ainda) escassas.

Por exemplo, uma pesquisa de "personal learning environment" em duas bases de dados de referência nos últimos 5 anos, pouco passaram do 100... (e acredito que alguns estejam repetidos). 

 

E os outros? Não inclui-los seria de certeza um erro...

 

[Este foi à segunda... Isto de não guardar automaticamente os rascunhos... #$%$&&/....]


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publicado por fpais às 23:37

Terça-feira, 7 de Abril de 2015
#7- ...mais transcrições

 Tal como esperava o regresso às aulas foi doloroso...

Começar logo com 8 aulas, sendo uma delas uma visita de estudo enquadrada numa caminha é duro para qualquer um... 

Mesmo assim há que honrar os compromissos e dedicar algum (pouco) tempo ao PhD.

Finalmente acabei de transcrever a segunda entrevista e não resisto a reproduzir umas frases:

"O professor é um bicho, pelo menos eu falo por mim, é um bicho altamente isolado. E muito feliz no seu isolamento. (...) de resto quando entramos na nossa sala de aula é o nosso santuário. É nosso, nós comandamos a tropa, nós temos a noção da nossa responsabilidade até onde ela vai, sabemos que fazemos (...)"

So true...

A foto de hoje não é minha mas é do espaço que visitei com os meus alunos - A casa da criatividade em SJM.
Equipamento de topo, qualidade em tudo...

 


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publicado por fpais às 23:39

Sábado, 4 de Abril de 2015
#4 - MACices

 É em dias como hoje que percebo que ter um Mac faz a mesmo a diferença.

Coisas que fiz em minutos e com o Windows demoravam eternidades (quando não corria bem à primeira):

- Configurar a VPN da UA;

- Integrar o Endnote com o Word;

- Importar/exportar referências

Se calhar já devia saber mas usar a “Traveling Library” dá um jeito...

Mas está tudo pronto para começar mais a sério... Mas quase que adormecia com a transcrição das entrevistas...

Vim cá fora e tirei uma foto para me lembrar do que podia estar a fazer se já tivesse isto feito...

 

E nos intervalos, tratar da site da minha escola e do jornal online.

Hoje não faço mais nada.

 


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publicado por fpais às 20:40

Quarta-feira, 1 de Abril de 2015
#1 - O dia das mentiras

 Após uma paragem (de quase 2 anos) neste blog mas não de trabalho :), assumi o compromisso de TODOS os dias trabalhar para o PhD e escrever umas linhas aqui.

Sei que muitos não acreditam que eu não consiga focar-me neste trabalho mas tem mesmo que ser!

E para retomar, vou começar por aquele trabalho de "formiga": fazer a transcrição das entrevistas.

 

Não será muito aliciante mas é um começo!

(Apesar de ser 1 de abril não é mentira!)

 


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publicado por fpais às 15:49
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Domingo, 11 de Março de 2012
Ba & Sapo Campus Escolas

Tenho andado a estudar os processos de inovação que em muito têm associados a gestão do conhecimento. Isto interessa-me particularmente uma vez que gosto de pensar que algures dentro do Sapo Campus Escolas vai emergir conhecimento, construído de e na rede de relações que se vão criar. Pode este ser um dos impactos mais interessantes da adoção do Sapo Campus Escolas...

Neste processo estou a ler com muita atenção o que tem vindo a ser feito na área do conhecimento que mais investigação tem feito nesta área. Desengane-se quem pensa que é a educação... Confesso que achei algo estranho: o negócio da educação é, em larga medida o conhecimento…
Há inúmeros estudos, teses e teorias de como se conhece mas, estranhamente, muito poucos em como esse conhecimento pode ser gerido (numa perspetiva coletiva) de forma a aumentar o capital de conhecimento já existente.

É da indústria que vêm os primeiros (e talvez os mais ricos exemplos).


E do Oriente, do Japão, pela mão de Nonaka e Takehuchi. 

Parece estranho, mas um segundo olhar mostra que talvez não seja nada estranho. Em primeiro lugar, há a questão cultural, onde o corporativismo é quase biológico - paradigma profundamente diferente do ocidente. O sentimento de verdadeira pertença, alicerçado às vezes ao longo de gerações, cria um grau de compromisso profundo. Por outro lado, a noção de conhecimento é colocada numa perspetiva diferente da ocidental e profundamente baseada na filosofia e na psicologia.


O conhecimento é, segundo Nonaka e Takehuchi, profundamente pessoal e definem-no como “justified true belief”.


O conhecimento é altamente subjetivo e datado na medida em que é pessoal e sempre num contexto enquadrando o conjunto de valores e crenças.
A primeira vez que li esta definição, confundiu-me a aproximação entre “conhecimento” e “crença” e remeti para a filosofia algo Zen dos orientais… Mas depois de lidas umas dezenas largas de páginas sobre esta linha de pensamento, cada vez mais tudo começava a fazer sentido…
E então apareceu o “Ba”, o espaço onde o conhecimento é partilhado e onde emerge novo conhecimento.
Não se trata de um espaço com tempo marcado, nem de um lugar específico, mas antes de tudo isso.

Quando pessoas se juntam com o objetivo de partilharem ideias sobre determinado assunto, fazendo emergir conhecimento novo, estão estiveram no Ba.

O Sapo Campus Escolas, é um espaço onde nada mais se pretende que a interação entre as pessoas num compromisso entre o formal e informal…

Poderá o Sapo Campus Escolas ser o Ba que as escolas tão desesperadamente precisam?

 


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publicado por fpais às 21:46
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Terça-feira, 6 de Março de 2012
Inovação & Sapo campus escolas

 



We have high hopes to our schools.

É assim que começa um dos livros mais inspiradores que tenho lido nos últimos tempos: Christensen, C. M., Horn, M. B., & Johnson, C. W. (2010). Disrupting class: How disruptive innovation will change the way the world learns: McGraw-Hill Professional.

Estes investigadores não vieram da educação mas sim do setor empresarial: estão habituados a terrenos mais firmes mas também mais duros, onde muitas vezes o sucesso é tao somente sinónimo de sobrevivência. Pretendem mostrar que as escolas, nomeadamente as americanas estão ultrapassadas e que uma mudança no paradigma se impõe.

As escolas não têm opção: esta mudança é exigida pela sociedade, pelos mercados, e mesmo dentro dos muros da escola: pelos alunos.

E identificam, com uma clarividência brutalmente crua o que falha nessas escolas. A maior parte das conclusões poderiam ser decalcadas como se o estudo fosse feito em Portugal nas nossas escolas...

Parece que os problemas são semelhantes como semelhante é a capacidade que a escola tem para acomodar processos de mudança e inovação na estrutura que tem. Os mesmo autores dizem que, a continuar assim, a inovação vai ser também diluída e portanto sem qualquer impacto que não o de uma boa memória de um projeto que resultou num espaço e num tempo.


Apontam o caminho para a mudança e inovação tendo como catalisador a tecnologia, num processo disruptivo centrado no aluno. A personalização do ensino, indo ao encontro das inteligências dos alunos, num pressuposto gardneriano, é uma parte substancial da solução.

(imagem da equipa do sapo campus escolas)

Começa a fazer cada vez mais sentido a ligação sapo campus escolas / impacto / inovação…

@em_exploração...

 


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publicado por fpais às 15:31

Sexta-feira, 2 de Março de 2012
Teste piloto (LOL grande!!)

 

Uma das tarefas que têm mesmo que ser feitas e não adianta dar a volta é a validação dos inquéritos que está associada à maior parte dos projetos de investigação em educação. A minha investigação não foge à regra. Se a construção de inquérito por questionários não é fácil e os avanços e retrocessos consomem muito tempo, pensar numa aplicação piloto para fazer a validação ainda é menos, principalmente envolvendo alunos. Pois, é esse mesmo o meu caso: o inquérito envolve alunos do 1º ao 12º anos!
Além das duas versões que foram feitas (tendo em conta os escalões etários dos alunos), o estudo piloto (como ditam os entendidos) tem que ser feito numa amostra semelhante à que constitui o estudo. E aqui (pensei eu) vão começar os problemas… Autorizações, envolvimento de uma direção de uma escola “externa” ao estudo, professores colaborantes (ou não) e dias… dias gastos (mas eventualmente não perdidos) para verificar se as questões são mesmo percetíveis. Claro que para ter esta perceção teria que acompanhar presencialmente o preenchimento dos inquéritos…


Pensei que este processo além de “pouco ” interessante, ira consumir tempo sem retorno. De facto não aconteceu nada disso! A direção da escola que contactei foi absolutamente exemplar (e deixo o meu agradecimento muito especial ao Alexandre) e conseguiu fazer um calendário de aplicação invejável, permitindo-me rentabilizar o tempo.


E hoje foi o dia deste teste piloto.

Foi extraordinariamente interessante e ainda mais útil no acerto de alguns detalhes.

Não resisto, porém a deixar algumas situações muito curiosas que aconteceram, organizadas pelo ano de escolaridade dos alunos a quem este estudo piloto foi aplicado. As perguntas/observações que reproduzo na primeira pessoa, evidenciam algumas fragilidades que de tão claras, eram até aí invisíveis. Outras mostram que, sem ser demasiado “lamechas”, o melhor do mundo são mesmo as crianças!


Terceiro ano


Conheço mas não uso! Onde coloco a Cruz?

Produzir? O que é isso?

O tempo que passo no computador é muito pouco. Estou de castigo e só vou uma vez por semana. Como é que que eu ponho em horas por dia?

Trabalhar com ferramentas de produtividade? O que é isto?

A única rede social que uso é o email

Eu escrevo textos numa coisa... Não sei o nome mas parece que é o Windows.

Eu vou todos os dias para o computador. Tenho o melhor computador do mundo - os meus pais ficaram com o Magalhães. (…) Eu tenho o melhor computador do mundo e foi Pai Natal que mó deu mas eu nem pedi... Foi a minha avó que escreveu ao Pai Natal para me dar.

Oitavo ano
O que é “Relevante” ?
Sapo campus escolas é igual ao Sapo?
Não uso mas acho importante!!

Quinto ano
O que é um Telemóvel com acesso à internet?
Não te enganaste a escrever uma palavra? “Posts” não existe em português, sabias?

Décimo ano
Não conheço isto (wiki). Não sei o que é…
[Antes estavam a falar de consultas à wikipédia]


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publicado por fpais às 20:58


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