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Quinta-feira, 16 de Abril de 2015
#14, #15 e #16 - Não há dois sem três

 Três dias sem posts mas a transcrição segue não ao ritmo que gostaria mas vai...

Para quem tem insónias recomendo vivamente este trabalho. Não faz mal à saúde e é muito eficaz... Não consigo fazer mais de 10 minutos sem abrir a boca de forma muito consistente.

Atendendo a que estou a fazer transcrições de entrevistas que foram feitas há dois anos é curioso fazer a comparação com o "agora". E ver como Sapo Campus escolas evoluiu!

"O que se pretende além das fotos e de tudo isso, se eu quiser rapidamente carregar um documento pdf e o queira disponibilizar para um dos meus grupo eu possa fazer isso. (...)
- (...) o serviço da could PT vai ser integrado no SCE.
- Pois, eu acho que isso é um grande progresso!
"
 

Agora, a verdadeira razão de estar 3 dias sem fazer um post...


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publicado por fpais às 23:46

Domingo, 11 de Março de 2012
Ba & Sapo Campus Escolas

Tenho andado a estudar os processos de inovação que em muito têm associados a gestão do conhecimento. Isto interessa-me particularmente uma vez que gosto de pensar que algures dentro do Sapo Campus Escolas vai emergir conhecimento, construído de e na rede de relações que se vão criar. Pode este ser um dos impactos mais interessantes da adoção do Sapo Campus Escolas...

Neste processo estou a ler com muita atenção o que tem vindo a ser feito na área do conhecimento que mais investigação tem feito nesta área. Desengane-se quem pensa que é a educação... Confesso que achei algo estranho: o negócio da educação é, em larga medida o conhecimento…
Há inúmeros estudos, teses e teorias de como se conhece mas, estranhamente, muito poucos em como esse conhecimento pode ser gerido (numa perspetiva coletiva) de forma a aumentar o capital de conhecimento já existente.

É da indústria que vêm os primeiros (e talvez os mais ricos exemplos).


E do Oriente, do Japão, pela mão de Nonaka e Takehuchi. 

Parece estranho, mas um segundo olhar mostra que talvez não seja nada estranho. Em primeiro lugar, há a questão cultural, onde o corporativismo é quase biológico - paradigma profundamente diferente do ocidente. O sentimento de verdadeira pertença, alicerçado às vezes ao longo de gerações, cria um grau de compromisso profundo. Por outro lado, a noção de conhecimento é colocada numa perspetiva diferente da ocidental e profundamente baseada na filosofia e na psicologia.


O conhecimento é, segundo Nonaka e Takehuchi, profundamente pessoal e definem-no como “justified true belief”.


O conhecimento é altamente subjetivo e datado na medida em que é pessoal e sempre num contexto enquadrando o conjunto de valores e crenças.
A primeira vez que li esta definição, confundiu-me a aproximação entre “conhecimento” e “crença” e remeti para a filosofia algo Zen dos orientais… Mas depois de lidas umas dezenas largas de páginas sobre esta linha de pensamento, cada vez mais tudo começava a fazer sentido…
E então apareceu o “Ba”, o espaço onde o conhecimento é partilhado e onde emerge novo conhecimento.
Não se trata de um espaço com tempo marcado, nem de um lugar específico, mas antes de tudo isso.

Quando pessoas se juntam com o objetivo de partilharem ideias sobre determinado assunto, fazendo emergir conhecimento novo, estão estiveram no Ba.

O Sapo Campus Escolas, é um espaço onde nada mais se pretende que a interação entre as pessoas num compromisso entre o formal e informal…

Poderá o Sapo Campus Escolas ser o Ba que as escolas tão desesperadamente precisam?

 


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publicado por fpais às 21:46
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Terça-feira, 6 de Março de 2012
Inovação & Sapo campus escolas

 



We have high hopes to our schools.

É assim que começa um dos livros mais inspiradores que tenho lido nos últimos tempos: Christensen, C. M., Horn, M. B., & Johnson, C. W. (2010). Disrupting class: How disruptive innovation will change the way the world learns: McGraw-Hill Professional.

Estes investigadores não vieram da educação mas sim do setor empresarial: estão habituados a terrenos mais firmes mas também mais duros, onde muitas vezes o sucesso é tao somente sinónimo de sobrevivência. Pretendem mostrar que as escolas, nomeadamente as americanas estão ultrapassadas e que uma mudança no paradigma se impõe.

As escolas não têm opção: esta mudança é exigida pela sociedade, pelos mercados, e mesmo dentro dos muros da escola: pelos alunos.

E identificam, com uma clarividência brutalmente crua o que falha nessas escolas. A maior parte das conclusões poderiam ser decalcadas como se o estudo fosse feito em Portugal nas nossas escolas...

Parece que os problemas são semelhantes como semelhante é a capacidade que a escola tem para acomodar processos de mudança e inovação na estrutura que tem. Os mesmo autores dizem que, a continuar assim, a inovação vai ser também diluída e portanto sem qualquer impacto que não o de uma boa memória de um projeto que resultou num espaço e num tempo.


Apontam o caminho para a mudança e inovação tendo como catalisador a tecnologia, num processo disruptivo centrado no aluno. A personalização do ensino, indo ao encontro das inteligências dos alunos, num pressuposto gardneriano, é uma parte substancial da solução.

(imagem da equipa do sapo campus escolas)

Começa a fazer cada vez mais sentido a ligação sapo campus escolas / impacto / inovação…

@em_exploração...

 


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publicado por fpais às 15:31


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